
Em Francisco a missão era como se fosse uma ideia fixa. A escuta do relato da missão dos apóstolos foi o desencadear de um elemento decisivo para a orientação pessoal de sua vida e dos seus frades. Consciente de que Deus havia suscitado seus frades para o bem de todos os homens, fiéis ou infiéis (DP 65), começou a formá-los para o apostolado missionário universal e eles partilhavam desse ideal em toda a sua plenitude. A grande disponibilidade dos frades em partir para qualquer destino através do desapego de coisas, pessoas e da própria vontade era fortificada pelas Instruções familiares, por seus frequentes trabalhos apostólicos e pela vontade que Francisco tinha de ir pessoalmente entre os sarracenos.
As instruções familiares eram convite a que os frades refletissem sobre sublimidade da missão apostólica que lhes tinha sido confiada por Deus. Francisco lhes recomendava que amassem e estimassem os infiéis e que não se considerassem melhores do que eles, porque se os infiéis tivessem recebido as graças dadas aos missionários ter-se-iam tornado melhores do que eles (EP45). Seu amor e sua estima para com os infiéis não deveria arrefecer, devido seus pecados ou à sua malícia, precisamente porque os frades eram enviados a libertar os que se encontravam no erro. E “muitos que parecem membros do diabo, podem um dia tornarem-se discípulos de Cristo (LTC 58).
Apesar de manifestações de ingratidão, desprezo, perseguições e mesmo da morte, os frades devem continuar a tratar os infiéis como amigos, porque desta maneira eles proporcionam vida eterna aos missionários (RNB 22; RB 10). Unindo a prática a teoria, servindo-se da obediência, Francisco enviava os frades às mais diferentes partes do mundo. Este gesto foi realizado pela primeira vez quando eles eram apenas em número de quatro (LTC 33), repetiu-se quando chegaram a seis (LTC 36-37) e depois a oito. Desta vez Frei Bernardo e Frei Egidlo partiram para a Espanha, como membros da peregrinação a São Tiago de Compostela (Cel 29; LM 3,7; W 10).
Não há dúvida de que depois de ter recebido o mandato apostólico de pregar a penitência (1Cel 33; 2Cel 16-17: LM 3,8) multiplicou-se ainda mais o número de viagens missionárias. Sabe-se, por exemplo, que entre 1213-1215 Frei Egídio visitou a Terra Santa. Além disso, visando estimular mais ainda os frades para as missões, Francisco mesmo quis partir por três vezes para as regiões dos sarracenos.
Deus abençoe!
Paz e bem!
Frei Pacífico AlvesServiço de Animação Vocacional
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