Se alguém, por inspiração divina, querendo aceitar esta vida, vier aos nossos irmãos, seja recebido benignamente por eles. E, se estiver firme em aceitar a nossa vida, cuidem-se muito os irmãos de não se intrometerem nos seus negócios temporais, mas apresentem-no, quanto antes, ao seu Ministro.
A primeira e mais importante de todas as regras que os candidatos e os frades devem observar é o cultivo da inspiração divina. Esta vida não é para todos, mas para aqueles que se sentem inspirados pelo Senhor. A Sagrada Escritura sempre relaciona este fenômeno ao espírito de Deus que é derramado e infundido no coração dos seus eleitos, transformando-os em novas criaturas, servos de Deus, ou seja, em discípulos e testemunhas do Senhor.
Após falar da inspiração divina, o candidato deve procurar uma fraternidade dos franciscanos e ser acolhidos por esses. Vir aos irmãos parece um ato muito simples, breve e um tanto insignificante. Na dinâmica da vida evangélica, porém, reveste-se de importância fundamental, dado seu aspecto transformador: deixam-se irmãos, casa, o mundo para se receber outros irmãos, outras casas, um mundo com a fraternidade, a Vida e a Ordem Franciscana. Tudo isso envolve um processo cheio de expectativas, angustias, avanços e recuos, próprios de quem está na busca do sentido da vida e precisa decidir-se acerca de seu futuro.
Para estar nesse caminho é preciso ter firmeza, sendo essa uma virtude que se adquire cultivando, pouco a pouco, dia após dia; pois, é próprio da firmeza exigir perseverança em meio a caminhos tortuosos, íngremes e empreendimentos desafiadores. Assim, na medida que o vocacionado persevera nesta intuição originária mais ele vai percebendo a ação do Espírito e recebe a vida franciscana.
Frei Flávio Venâncio
Coordenador do SAV
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